O Governo divulgou que serão criadas 3000 novas vagas de residência médica no país, porém a maioria (75%) será destinada para a especialidade de Medicina Geral de Família e Comunidade, alvo do Programa Mais Médicos e já pensando no futuro projeto Mais Especialidades que vem sendo discutido pelo Governo. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, as mais carentes de vagas de residência, serão beneficiadas.

Apesar do aumento no número de vagas, este número está muito aquém do número de vagas necessário para a residência médica, especialmente nas regiões citadas que terão prioridade nas vagas, visto o recente aumento de vagas na graduação. Um desafio maior é o fato que historicamente as vagas de Medicina de Família e Comunidade tem pouco interesse pelos egressos dos cursos de graduação médica, muitas instituições não conseguem preencher as vagas de imediato e são realizados novos editais para tentar preencher as poucas vagas. Se a meta do Governo de que cada egresso da graduação tenha vaga garantida na residência médica for realizado apenas pela criação de vagas nesta especialidade, pouco mudará. As regiões Norte e Nordeste e Centro-Oeste devem ser as prioritárias na criação de novas vagas sim, mas em todas as especialidades. A disparidade de vagas entre regiões é extrema como o exemplo da especialidade Neurologia que há mais vagas na cidade de São Paulo do que em todo o Nordeste.