O estudo Demografia Médica no Brasil 2015 divulgado no dia 30 de novembro, revelou uma série de informações sobre o perfil do médico brasileiro. Há 432.870 médicos registrados no Brasil, porém estes estão distribuídos de forma concentrada nas regiões sudeste e sul com 70% do total, do outro lado a região norte concentra apenas 4,4% dos médicos. Além disso há uma concentração nas capitais do país, 55,24% dos registros se encontram nas capitais onde 23,8% da população mora, no interior moram 76,2% da população com 44,76% de médicos.

A pesquisa também revelou a proporção de médico por 1000 habitantes, o Distrito Federal se encontra na primeira posição com 4,28 seguida pelo Rio de Janeiro com 3,75 na outra ponta se encontra o Maranhão com 0,79 seguido pelo Pará com 0,91. No Brasil atualmente a proporção média é de 2,11, maior do que países como Chile (1,6), China (1,5), e Índia (0,7), porém longe de Rússia (6,1) e Itália (4,1). Esta proporção tende a aumentar com o aumento do número de escolas médicas, nos últimos cinco anos foram abertas 71 novas escolas em todo o país. A previsão é que em 2020 mais de 32 mil médicos sejam formados por ano.

Com relação aos especialistas, 69% dos médicos tem pelos menos um título de especialista, estes se concentram nas regiões sul e sudeste com 70,4% dos especialistas, enquanto na região Norte há 3,74%. Seis especialidades (clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, anestesiologia e cardiologia) concentram 49,1% de todos os especialistas do país, genética médica fica na lanterna com apenas 241 especialistas no país.

O estudo revelou que 78% dos médicos possuem dois ou mais vínculos empregatícios, 12,2% trabalham em cinco ou mais locais. Médicos com quatro ou mais vínculos são em sua maioria jovens de até 35 anos e a região nordeste é a que tem a maior concentração de profissionais nesta condição com 29% do total. Com relação a carga horária, o estudo mostrou que os médicos trabalham muito, 75,5% trabalham mais de 40 horas semanais, destes 43,1% trabalham de 40 a 60 horas por semana, 15,5% trabalham de 60 a 80 horas e 16,9% trabalham incrivelmente mais de 80 horas semanais.

O estudo foi realizado sob a coordenação do professor de medicina preventiva Mário Scheffer da Faculdade de Medicina da USP, com o apoio do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e pode ser conferido na íntegra e com mais detalhes aqui.