Após as contestações e protestos por parte de médicos, estudantes e faculdades/universidades, o ministro da Educação Aloízio Mercadante anunciou hoje (31) que irá propor ao relator da proposta a alteração da Medida Provisória 621, que institui o Programa Mais Médicos, retirando do projeto a extensão do curso de graduação para 8 anos. Porém, o ministro disse que a residência médica será obrigatória para determinadas áreas médicas e o primeiro ano será de trabalho no SUS.


A nova proposta foi previamente discutida com diretores de faculdades, comissão de especialistas e representantes da Associação Brasileira de Educação Médica e tem a premissa de que a partir de 2018 todos os estudantes formados terão obrigatoriamente que realizar a residência médica, dependendo da área escolhida. O primeiro ano da residência será ambientado obrigatoriamente na atenção básica, urgência e emergência de uma unidade do SUS, voltado para a área de escolha, somente após passar por essa fase que atuaria especificamente na especialidade de escolha. Entre as prováveis áreas que poderão constar neste programa estão clínica médica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia e medicina da família e comunidade.

Dúvidas

Com a alteração da proposta, os estudantes da graduação ao final dos seis anos do curso de medicina receberão o diploma e o número do CRM, mas mesmo assim terão que trabalhar por um ano no SUS obrigatoriamente. Por mais que a maioria dos formandos tenham a intenção de fazer a residência médica após o final do curso, algumas especialidades que atualmente não passam por áreas de atenção básica e/ou urgência/emergência poderão ser obrigadas a trabalhar para o Governo apenas com uma bolsa de residência médica do MEC. Ainda restam muitas dúvidas sobre a nova proposta do MEC que não foram explicadas, como a de médicos que optarem por atuar como médicos generalistas, neste caso deverão trabalhar nas áreas propostas por um ano ou não. Outra dúvida é quais outras áreas serão obrigadas a passar por esse estágio forçado durante um ano e como funcionaria neste caso.

O ministro também garantiu que não faltará vagas para os formandos na residência médica, mesmo que algumas especialidades sejam mais concorridas que outras.

Com informações da Agência Brasil