Estudo revela o perfil atual do médico brasileiro
Escrito por Equipe ResMedica   
Qua, 02 de Dezembro de 2015 12:17

O estudo Demografia Médica no Brasil 2015 divulgado no dia 30 de novembro, revelou uma série de informações sobre o perfil do médico brasileiro. Há 432.870 médicos registrados no Brasil, porém estes estão distribuídos de forma concentrada nas regiões sudeste e sul com 70% do total, do outro lado a região norte concentra apenas 4,4% dos médicos. Além disso há uma concentração nas capitais do país, 55,24% dos registros se encontram nas capitais onde 23,8% da população mora, no interior moram 76,2% da população com 44,76% de médicos.

 

A pesquisa também revelou a proporção de médico por 1000 habitantes, o Distrito Federal se encontra na primeira posição com 4,28 seguida pelo Rio de Janeiro com 3,75 na outra ponta se encontra o Maranhão com 0,79 seguido pelo Pará com 0,91. No Brasil atualmente a proporção média é de 2,11, maior do que paises como Chile (1,6), China (1,5), e Índia (0,7), porém longe de Russia (6,1) e Itália (4,1). Esta proporção tende a aumentar com o aumento do número de escolas médicas, nos últimos cinco anos foram abertas 71 novas escolas em todo o país. A previsão é que em 2020 mais de 32 mil médicos sejam formados por ano.

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Com relação aos especialistas, 69% dos médicos tem pelos menos um título de especialista, estes se concentram nas regiões sul e sudeste com 70,4% dos especialistas, enquanto na região Norte há 3,74%. Seis especialidades (clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, anestesiologia e cardiologia) concentram 49,1% de todos os especialistas do país, genética médica fica na lanterna com apenas 241 especialistas no país.

 

O estudo revelou que 78% dos médicos possuem dois ou mais vínculos empregatícios, 12,2% trabalham em cinco ou mais locais. Médicos com quatro ou mais vínculos são em sua maioria jovens de até 35 anos e a região nordeste é a que tem a maior concentração de profissionais nesta condição com 29% do total. Com relação a carga horária, o estudo mostrou que os médicos trabalham muito, 75,5% trabalham mais de 40 horas semanais, destes 43,1% trabalham de 40 a 60 horas por semana, 15,5% trabalham de 60 a 80 horas e 16,9% trabalham increvelmente mais de 80 horas semanais.

 

O estudo foi realizado sob a coordenação do professor de medicina preventiva Mário Scheffer da Faculdade de Medicina da USP, com o apoio do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e pode ser conferido na íntegra e com mais detalhes aqui.

 

 
Governo cria mais 3000 vagas para residência médica
Escrito por Equipe ResMedica   
Sáb, 08 de Agosto de 2015 00:00

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O Governo divulgou que serão criadas 3000 novas vagas de residência médica no país, porém a maioria (75%) será destinada para a especialidade de Medicina Geral de Família e Comunidade, alvo do Programa Mais Médicos e já pensando no futuro projeto Mais Especialidades que vem sendo discutido pelo Governo. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, as mais carentes de vagas de residência, serão beneficiadas.

Apesar do aumento no número de vagas, este número está muito aquém do número de vagas necessário para a residência médica, especialmente nas regiões citadas que terão prioridade nas vagas, visto o recente aumento de vagas na graduação. Um desafio maior é o fato que historicamente as vagas de Medicina de Família e Comunidade tem pouco interesse pelos egressos dos cursos de graduação médica, muitas instituições não conseguem preencher as vagas de imediato e são realizados novos editais para tentar preencher as poucas vagas. Se a meta do Governo de que cada egresso da graduação tenha vaga garantida na residência médica for realizado apenas pela criação de vagas nesta especialidade, pouco mudará. As regiões Norte e Nordeste e Centro-Oeste devem ser as prioritárias na criação de novas vagas sim, mas em todas as especialidades. A disparidade de vagas entre regiões é extrema como o exemplo da especialidade Neurologia que há mais vagas na cidade de São Paulo do que em todo o Nordeste.

 
Governo Federal anuncia 39 novos cursos de medicina
Escrito por Equipe ResMedica   
Qua, 10 de Setembro de 2014 16:31

Governo Federal definiu as cidades que irão abrigar mais 39 cursos de medicina, os cursos fazem parte da estratégia de aumentar o número de médicos no Brasil e integram o Programa Mais Médicos. O Governo já havia divulgado uma lista preliminar com as cidades sob análise no final de 2013, agora divulgou a lista final. Ao todo 11 estados serão beneficiados, porém 21 dos novos cursos estão no sudeste e 14 no estado de São Paulo, a região que concentra a maior parte dos cursos de medicina. Confira abaixo os locais beneficiados. 

 

BA: Alagoinhas, Eunápolis, Guanambi, Itabuna, Jacobina, Juazeiro

ES: Cachoeiro do Itapemirim

MG: Contagem, Passos, Poços de Calda, Sete Lagoas

PA: Tucuruí

PE: Jaboatão dos Guararapes

PR: Campo Mourão, Guarapuava, Pato Branco, Umuarama

RJ: Angra dos Reis, Três Rios

RO: Vilhena

RS: Erechim, Ijuí, Novo Hamburgo, São Leopoldo

SC: Jaraguá do Sul

SP: Araçatuba, Araras, Bauru, Cubatão, Guarujá, Guarulhos, Jaú, Limeira, Mauá, Osasco, Piracicaba, Rio Claro, São Bernardo do Campo, São José dos Campos

 

 
MEC autoriza a abertura de mais seis cursos de medicina
Escrito por Equipe ResMedica   
Qua, 23 de Julho de 2014 18:35

Em portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (23/07), o Ministério da Educação (MEC) autorizou a abertura de seis novos cursos de graduação em medicina, todos particulares. Ao todo serão 498 vagas liberadas, que a partir de hoje já podem ser utilizadas pelas instituições. Confira na lista abaixo as instituições e o número de vagas autorizadas.

Faculdade Meridional (Passo Fundo-RS): 42 vagas

Centro Universitário UNISEB (Ribeirão Preto-SP): 76 vagas

Centro Universitário de João Pessoa (João Pessoa-PB): 100 vagas

Faculdade das Américas (São Paulo-SP): 100 vagas

Centro Universitário Franciscano (Santa Maria-RS): 80 vagas

Faculdade Integrada Tiradentes (Maceió-AL): 100 vagas 

 

 

 
MEC seleciona 42 municípios para receber curso de medicina
Escrito por Equipe ResMedica   
Qua, 04 de Dezembro de 2013 09:24

O Ministério da Educação (MEC) deu início ao projeto de aumentar o número de vagas de medicina no país, uma das prioridades do programa Mais Médicos do Governo Federal. O governo já havia destacado municípios com potencial de receber vagas de medicina no meio deste ano, foi aberto então as inscrições para as cidades interessadas em receber um curso de medicina conforme alguns critérios preestabelecidos como ter mais de 70 mil habitantes.

 

De um total de 154 prefeituras interessadas, foram selecionadas 42 de vários estados do país. Agora estes municípios receberão a visita de especialistas que verificarão a estrutura de equipamentos públicos e serviços de saúde de cada localidade para definir a lista final de novos cursos de medicina.

 

A lista com todas as localidades selecionadas previamente pode ser conferida abaixo.  

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Mais Médicos é aprovado e agora irá para sanção presidencial
Escrito por Equipe ResMedica   
Qui, 17 de Outubro de 2013 01:30

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Charge: Jean Galvão

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira o Programa Mais Médicos, bandeira do Governo Federal para a área de saúde. O projeto que já tinha sido aprovado na Câmara  foi votado e aprovado sem alterações. O projeto irá agora para sanção presidencial.

 

Com a aprovação, médicos estrangeiros poderão exercer a medicina sem revalidação do diploma por 3 anos, após os três primeiros anos, caso tenha interesse em continuar no projeto deverá obrigatoriamente dar entrada no processo de revalidação do diploma para continuar trabalhando por mais 3 anos.  Agora o Ministério da Saúde será o responsável por emitir o registro dos médicos estrangeiros e não mais os CRMs. Médicos aposentados também podem aderir ao projeto, essa medida foi inserida na Câmara.

 

Graduação

 Além da participação de médicos estrangeiros, o Mais Médicos também alterou o currículo da graduação médica. Agora o internato médico deve obrigatoriamente destinar 30% dos dois anos na Atenção Básica e nos serviços de urgência e emergência.

 

Residência Médica

 A residência médica não escapou das mudanças, a partir de 2019 algumas residências terão um ano a mais de duração que icluirá o primeiro ano de medicina geral de família e comunidade, entre elas estão clínica médica, pediatria, ginecologia e obstetrícia, cirurgia geral, psiquiatria e medicina preventiva e social. Outras residências terão os dois anos iniciais de medicina geral de família e comunidade, não ficou claro ainda quais residências terão os dois anos iniciais e quais não necessitarão deste pré-requisito.

 

Na prática, caso um médico optar por fazer clínica médica por exemplo, ele fará três anos de residência, o primeiro ano em medicina geral de família e comunidade e mais dois de clínica. Ao terminar esta residência e optar por fazer cardiologia por exemplo, deverá fazer novamente mais um ano de Medicina Geral de Família e Comunidade e o restante em cardiologia. Da mesma forma quem for fazer cirurgia geral, pediatria ou ginecologia e obstetrícia, ao optar por fazer um R3 (que na verdade seria um R4 agora) deverá reiniciar na medicina geral de família e comunidade.

 

 
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